Vídeos

8, Novembro, 2011 Nenhum comentário

Pessoal,

No endereço: http://pgea.unb.br/~lasp/xsene/videos/ se encontram os vídeos de todas as palestras que foram ministradas durante a SENE 2011.

Aproveitem.

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Tektronix

8, Outubro, 2011 Nenhum comentário

Palestra da Tektronix foi a primeira do auditório FT na quinta-feira, apresentada pelo engenheiro Leonardo. Ele tratou tanto dos equipamentos disponibilizados pela empresa como das atividades no mercado de engenharia.

O palestrante iniciou a palestra falando da família de empresas Tektronix e os produtos e serviços por ela ofertados. Em seguida, ele apresentou os osciloscópios com alta largura de banda (desde MHz até GHz) e alta taxa de amostragem (GSamples/seg), com até 4 canais, os quais são um diferencial competitivo da empresa em relação às suas concorrentes.

Falou também dos multímetros digitais, analisadores de espectro e geradores de sinais desenvolvidos e fornecidos pela empresa, comparando-os de forma rápida e descontraída com os da concorrente Rohde&Schwartz, também presente no evento.

Apresentou as novas fontes DC e os equipamentos com medições no domínio do tempo e da freqüência. Além disso, comentando sobre a aplicabilidades e simplicidade dos produtos, ele disse que alguns deles rodam MATLAB, é possível exportar dados em formato Excel, dados em diversos formatos a fim de serem posteriormente trabalhados.

Engenheiro Leonardo da Tektronix (foto Cecília Delarue)

Quando perguntado sobre a questão de custos, ele informou que osciloscópios para alunos estão na faixa de 1400 dólares, sendo que esse preço é devido a um desconto estudantil. Além disso, para compras maiores, de vário equipamentos, é possível se obter mais abatimentos. Uma sugestão é que os laboratórios comprem vários equipamentos de uma vez, o que pode fazer com que alguns dos produtos saiam de graça.

Um exemplo de aplicações dos instrumentos de medida está no campo industrial. Há pouco tempo, Fiat e Samsung adquiriram osciloscópios da Tektronix, sendo que a empresa coreana fez uma compra de um equipamento de R$ 3 milhões. Assim, os estudantes devem estar atentos que na vida profissional utilizarão equipamentos que aprenderam a mexer na época de faculdade.

Por fim, quando perguntado sobre a visão das empresas sobre projetos de pesquisa por alunos universitários e, em especial, a escolha do estudante em trocar uma experiência de estágio por isso, ele respondeu que falta às companhias investir nos alunos, nas pesquisas, nas universidades e com isso aumentar o intercâmbio de conhecimento entre academia e indústria. Além disso, novas empresas estão vindo para o Brasil, trazendo fábricas, e, provavelmente essa relação de troca de experiências tende a aumentar nos próximos anos visando atender a necessidade do mercado em realizar novos desenvolvimentos e da universidade em colocar os egressos em bons empregos.

Por Davi Marco Lyra Leite

Colaboração Alex da Rosa

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UAMR e DWIH

7, Outubro, 2011 Nenhum comentário

A palestra de encerramento das atividades no auditório da FT nesta quinta-feira foi ministrada por dois representantes da UAMR – University Alliance Metropolis Ruhr – os quais abordaram sobre estudar na região do vale do Ruhr, que fica aproximadamente no centro-oeste germânico.

Eles iniciaram a apresentação explicando o que que a região do Ruhr, mostrando como ela atualmente combina futebol e ciência, e inicialmente se desenvolveu com a exploração das minas, nas décadas de 60 e 70. Todavia, com o fim do trabalho nessa área – devido ao uso de maquinário e, em parte, ao esgotamento de algumas jazidas -, foi necessário modificar o pensamento e o sustento da região, dessa forma surgiu a idéia de transformar o vale do Ruhr em um pólo de ciência e inovação, fato que viria a reduzir o desemprego e, principalmente, aumetaria o nível sócio-cultural da população local.

Desse modo, foram implantadas na região várias faculdades e universidades e hoje em dia ela é a parte da Alemanha com maior densidade de universidades e faculdades. Além disso, as antigas e desativadas minas viraram centros de cultura, esporte e lazer, proporcionando novas formas de entretenimento para a população e permitindo novos avanços sociais.

A UAMR surgiu da idéia de juntar as três maiores e melhores universidades da região do Ruhr, fazendo uma grande “universidade” que fosse a melhor da Alemanha e se tornasse referência internacional em qualidade de ensino, pesquisa e inovação. Assim, a região que foi o primeiro pólo industrial tedesco é hoje um centro de tecnologias sustentáveis, estruturas de lazer e pesquisa, como sonhado.

A idéia da aliança era promover a cooperação entre as faculdades de modo a se auxiliarem e crescerem em conjunto, cada uma atuando mais ativamente em seu grande foco e as pesquisas sendo realizadas em conjunto. Dessa forma, as universidades se desenvolveriam e cresceriam, mas não sofreriam concorrências internas destrutivas.

Professor João Paulo Lustosa fazendo pergunta durante a palestra da UAMR (foto Cecília Delarue)

Eles mostraram as áreas de pesquisa das universidades que compõem a aliança destaque, enfatizando em quais delas os cursos representados no ENE podem ter interesse. Além disso, eles falaram que o objetivo de propor uma união como essa de IEs é ampliar as possibilidades de pesquisa, aproveitando a potencialidade de cada instituição e utilizando o melhor de cada um dos mundos. Eles comentaram que existem centros de pesquisa em conjunto das três universidades, o que possibilita o intercâmbio de informações e multiplica as oportunidades de avanço em uma determinada área.

Além disso, a UAMR oferece uma diversidade de cursos em cada IEs, com áreas de estudo diferenciadas, uma encubadora de empresas e parques tecnológicos que permitem o desenvolvimento da região e da Alemanha. Como perpectivas para o futuro eles desejam continuar a ser pólo de excelência de pesquisa e educação, ser um lugar atraente para estudantes e pesquisadores internacionais e continuar a ser vanguarda para a pesquisa e desenvolvimetno do vale do Ruhr.

Para aumentar a presença de pesquisadores e estudantes estrangeiros, eles agora estão implementando uma estratégia de internacionalização: estabelecendo escritórios fora da região do Ruhr, como em Nova York, Moscou, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O grande objetivo é incentivar o intercâmbio, expandindo e melhorando as redes entre acadêmicos internacionais e a UAMR, fortalecendo o conceito da Metropolis Ruhr como área de excelência em pesquisa e no ensino superior.

Pesquisadores da UAMR durante a palestra (foto Cecília Delarue)

Em seguida, após algumas perguntas, passaram a uma apresentação rápida sobre o Centro Alemão de Inovação e Ciência (DWIH), o qual está inaugurando uma sede no Brasil, que será prédio da Câmara de Indústria e Comércio entre Brasil e Alemanha, em São Paulo.

No Brasil, o DWIH terá como objetivo divlgrar informações acadêmicas sobre a Alemanha, estabelecer redes de contato, de serviços e uma ponte de inovação. Eles já organizaram os primeiros eventos esse ano, como visita do MCTI do Brasil ao país tedesco e algumas convenções no Brasil.

Por Davi Marco Lyra Leite

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Denise

7, Outubro, 2011 Nenhum comentário

A palestra de encerramento da X SENE foi ministrada pela professor Denise Consoni da UFABC no auditório da FT. Tendo um caráter mais descontraído, como se fosse uma aula, a professora abordou a “História das Comunicações”.

Ela iniciou a palestra falando: “A maior parte das invenções é 99% sorte e 1% suor“. E discutiu como várias invenções foram descobertas por acaso ao se estudar outras coisas, como exemplos pode-se citar a borracha, forno de microondas. Os “heróis”, grandes inventores, eram pessoas comuns que não nasceram com uma “aura” do conhecimento.

Ela apresentou um linha do tempo com os personagens mais importantes para as comunicações. Começando com Fourier em meados do sec XVIII, chegando ao século XX, em que vários grandes inventores conviveram juntos e disputaram o posto de grandes responsávies por importantes avanços científico-tecnológicos.

Lembrando que somente em 1897 foi identificado o elétron, embora vários experimentos com eletro-magnetismo foram realizadas antes desta data, o que mostra como a capacidade inventiva e criativa do ser humano pode ultrapassar barreiras técnicas e teóricas.

Discutiu as heranças de Faraday e Henry, que viveram numa época onde Newton era o ‘rei’ e considerado o grande cientista. Todavia, várias pesquisas importantes foram realizadas a partir de 1700 e geraram os fundamentos para as telecomunicações como as entendemos hoje em dia. Pode-se citar:

  • Lei de Coulomb (1785);
  • Pilha de Volta (1799);
  • Descobertas de Oersted (1820);
  • Trabalho de Ampère (1825);

Os estudos que perceberam que eletricidade gera magnetismo, todavia, ainda existiam desconfianças sobre o efeito contrário. Assim, falou sobre a ligação entre a eletricidade e magnetismo trabalhada por Oersted (1820) e sobre alguns mitos e mistérios sobre Faraday: Fluídos elétricos? Éter? Forças no vácuo? Forças em linha reta?

Ela apresentou as contribuições de Faraday, seu estudo completo sobre eletricidade, sobre propagação eletromagnética e a descoberta da indução eletromagnética (1831). Ressaltou que faraday não tinha curso superior, era de origem humilde e auto-didata. Trabalhava como ajudante de encadernador e as suas descobertas não tinham compromisso com a academia, eram feitas pelo gosto da observação. Devido a sua natureza simples, ele recusou o título de Sir e presidência da Royal Society de Londres.

Professora Denise Consoni durante a palestra (foto Cecília Delarue)

Ela apresentou as contribuições de Henry no Estados Unidos, que foram importantes no desenvolvimento do telégrafo (invenção do relé) e do telefone. Além disso, ele descobriu a indução eletromagnética mas não publicou. Ele também fez melhorias no eletroímã e na bateria.

Ela sumarizou os fatos básicos sobre a lei da indução eletromagnética e falou sobre Maxwell, o “Steve Jobs do século XVIII”. O pesquisador britânico utilizou os trabalhos de Faraday e Lord Kelvin para basear as suas pesquisas. Além disso, ele é o grande responsável por criar a Teoria Eletromagnética da Luz, a segunda unificação da física: luz e eletromagnetismo.

Para simplificar, ela resumiu as leis de Maxwell “Uma corrente elétrica variável com o tempo gera campos eletromagnéticos variáveis” e falou dos Maxwellianos, uma comunidade científica que tentou prosseguir com as pesquisas de Maxwell.

Em seguida, falou sobre Heaviside (1850 – 1925), que simplificou as equações de Maxwell e criou a Equação dos Telegrafistas. Ele descobriu a refração das ondas eletromagnéticas pela ionosfera. Todavia, escrevia artigos difíceis de serem lidos e, por ser pouco diplomático, tinha inimigos na comunidade científica.

A palestrante falou de Wheatstone e Morse que, diferentemente dos Maxwellianos, buscavam aplicações para as suas descobertas. Ela apresentou o Telégrafo a Fio que ficou mais famoso após ser usado para solução de um crime e foi a primeira aplicação de propagação de ondas eletromagnéticas. Além disso, Wheatstone criou outras contribuições para telégrafo como a impressão em fita da mensagem. Já Morse era obcecado em melhorar as comunicações através do telégrafo elétrico. Ele ficou mais famoso pelo código Morse, precursor do código binário, que transformou as letras do alfabeto em pontos (pulsos curtos) e traços (pulsos longos).

Falou de Meucci e Graham Bell e sobre seus trabalhos para o desenvolvimento do telefone. Vários inventores tentaram criar um sistema telegráfico multiplexado, mas foi Grahan Bell quem obteve a patente. Ela explicou a teoria por trás do telefone de Graham Bell, em que a voz se tranforma em sinal elétrico através de uma resistência variável pela vibração de um diafragma e que isso variava a corrente do circuito, a qual era conduzida para outro elemento que reconverteria o sinal elétrico em voz. Já Meucci foi motivado a criar o telefone a fim de melhorar a comunicação em casa, já que sua esposa que era inválida e tinha artrite.

Professora Denise Consoni (foto Cecília Delarue)

Além disso, ela falou de Hertz, o qual demonstrou a propagação, refração e polarização de ondas eletromagnéticas e pode ser considerado o primeiro engenheiro de comunicações sem fio. Ele foi o criador da primeira antena, e o fez simplesmente esticando uma bobina. Com sua bobina de indução, o pesquisador criou um sinal de trem de pulsos. ele também realizou estudos das oscilações eletromagnéticos por um dipolo hertziano e desenhou gráficos a mão a partir das equações de Maxwell, os quais são bastante semelhantes a gráficos realizados hoje em dia em ferramentas computacionais.

Falou de Marconi e Tesla sobre suas heranças e suas contribuições. O italiano integrou trabalhos de várias pessoas e melhorou o receptor (coesor), além de aumentar a potência e a frequẽncia das comunicações sem fio. Ela apresentou as fases do trabalho de Marconi e suas conquistas como as primeiras transmissões sem fio a longas distâncias.

Em seguida, ela apresentou as contribuições de Tesla para as comunicações sem fio como a predição do radar em 1900. Ele ficou famoso pela Bobina de Tesla inventada para produzir alta tensão e alta freqüência. O pesquisador sérvio ‘inventou o século XX’ com mais de 700 patentes.

Falou do Padre Landell de Moura, inventor brasileiro considerado o pai das telecomunicações no país, e foi o responsável pela primeira transmissão de sinais de voz via rádio no mundo, no ano de 1900 em São Paulo. Além dele, ela comentou rapidamente sobre Alexander Popov, pesquisador russo e que realizou feitos similares aos do padre Landell em território russo.

Ela falou ainda de Fessenden, que inventou o sinal AM e propôs o princípio do receptor heteródino. Falou de Forest e Armstrong. O primeiro desenvolveu as primeiras válvulas, enquanto o segundo inventou o sinal FM e o receptor super-heteródino que é usado até hoje, sendo que todos os sistemas de comunicação se baseiam nesse receptor.

Por fim, citou Baird,que foi o inventor da televisão, conseguindo isso ao fazer com que a corrente elétrica variasse com a luz. Além dele, falou sobre Clarke, que propôs que 3 satélites poderiam cobrir a superfície da Terra. Finalizando, comentou sobre a SYNCOM, o primeiro satélite geoestacionário.

Concluiu que o destino dos humanos é descobrir e entender o mundo, inventar novos sistemas. Descobertas e invenções ocorrem de forma sequencial, combinatória e às vezes de forma independente. Ressaltou que não dava pra inventar a televisão sem inventar primeiramente o telefone. E o processo de descobertas exige muito tempo, muito trabalho e vários fracassos. O desenvolvimento é ‘natural’ fruto do trabalho, da inteligência e da genialidade. Os heróis da ciência foram seres humanos e cada um de nós pode ser um herói no futuro.

Entender a História da Ciência é entender a própria Ciência.

Por Fadhil Firyaguna

Colaboração Davi Marco Lyra Leite

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ABRACE

7, Outubro, 2011 Nenhum comentário

A segunda palestra da quinta-feira no auditório da FT foi ministrada pelo Presidente da ABRACE (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres), o engenheiro Paulo Pedrosa.

Ela foi requisitada pelo professor Ivan Camargo, para falar sobre o mercado e a carreira do engenheiro, para compartilhar a experiência de vida do palestrante e passar ao aluno o que ele deve ter em mente quando estiver pensando sobre a carreira em engenharia. Além disso, o palestrante também explicou os fundamentos do mercado brasileiro de energia.

Ele iniciou a palestra brincado que não é nenhum Steve Jobs, mas que tem uma carreira com algumas boas experiências para passar aos alunos. Assim, começou falando da época em que era aluno da universidade, comentando sobre o número de alunos que entravam e aqueles que formavam. Falou ainda sobre aquelas matérias que reduziam o número de estudantes no curso (no caso da engenharia mecânica – curso em que ele se formou -, ele citou o exemplo de Mecânica dos Fluidos). Além disso, comentou sobre o mercado de trabalho que era horroroso a sua época, com poucas possibilidades de emprego para os egressos.

Mas, ele comentou que, no fim das contas, deu tudo certo para todos os estudantes da sua turma e que cada um conseguiu seguir pelos mais variados caminhos, tendo carreiras de sucesso e que isso só foi possível pois a universidade os preparou para seguir por caminhos que nem mesmo ela sabia que daria certo, mas que guiaram aqueles jovens a boas carreiras.

Contando as suas opções iniciais de carreira e as frustrações que ele enfrentou, comentou que “você não é prisioneiro das suas opções, se você viu que errou, pode mudar e  recomeçar no seu caminho“. Desse modo, incentivou os alunos a arriscarem, conhecerem e procurarem coisas que os façam felizes, todavia, eles devem ter em mente que não estão presos às escolhas iniciais e que podem e devem procurar mudar de lugar quando não se sentirem bem no emprego.

Ao voltar para Brasília, um dos seus grandes diferenciais foi o conhecimento de outros idiomas, algo que abriu várias portas visto que ele podia interagir tranquilamente com fornecedores e auxiliar os seus chefes em negociações e projetos. Além disso, ele falou que é importante ter conhecimento geral, investir em se preparar para ter uma visão mais geral de mundo e aprovietar as oportunidades que se abrem. Disse que experiências internacionais abrem portas e que ter outros interesses além da engenharia permitem que você consiga novas chances.

Comentou que a escola de engenharia ensina a pensar, desenvolver a cabeça, desenvolver um modelo mental. Disse que o sofrimento com as matérias – em interpretar um problema complexo, entender o que se pede, procurar uma solução – é posteriormete aplicável à interpretação de problemas práticos e quotidianos da carreira de engenharia, sendo que os alunos devem amadurecer com o curso e tirar bons aprendizados de cada experiência difícil que eles passam na faculdade.

Ele ressaltou como é necessário investir na capacidade de comunicação, é importante saber vender as suas idéias, saber apresentar propostas tanto para superiores, como para empregadores. É necessário saber pensar em como cobrar pelas suas idéias e pelas suas capacidades e isso só será possível com a prática e a experiência.

Ressaltou que os alunos devem lembrar de duas coias: “cada um tem que procurar se diferenciar dos outros presentes no mercado” e “um risco que qualquer profissional tem é se tornar um profissional commodittie, ou seja, um profissional comum“. Os alunos devem ter em mente que um profissional por melhor que seja, se não for diferenciado, não será essencial.

Paulo Pedrosa, presidente da ABRACE (foto Cecília Delarue)

Sobre o mercado de trabalho na energia no Brasil, ele teceu os alguns comentários. Ele disso que o Brasil é um grande país, com um modelo de interligação do sistema elétrico regulado por um único sistema, o que difere do modelo americano e do modelo britânico, em que os consumidores podem escolher individualmente de quem eles compram energia e quais os padrões que serão levados em consideração nessa compra.

Ele falou das particularidades do setor elétrico brasileiro, em que não se pode vincular diretamente um produtor e um consumidor. Então, como regular uma base fixa a um sistema de mercado? Esse mercado deveria estar baseado na lei de oferta e procura (apetite e gestão do consumidor), mas isso não acontece no Brasil, visto que aqui separou-se a dimensão comercial da técnica.

Além disso, falando sobre risco versus oportunidade, explicou as regras e o funcionamento do mercado de energia brasileiro em que um programa de computador analisa as dinâmicas de geração e consumo de energia, definindo o preço de mercado e fazendo previsões futuras.

O mercado brasileiro é unificado, com preço baseado nesse programa de computador, e trabalha com um “centro de gravidade do mercado” com o qual os produtores comercializam e os consumidores compram energia. Mas, para fugir das sazonalidades de preço, os compradores e consumidores acertam um preço fixo por um determinado período entre si e para gerir as situações de diferença entre geração e consumo existe o mercado spot – com o qual se faz o comércio a fim de evitar prejuízos de quem compra e quem produz.

Os slides da parte específica do mercado de energia estão na seção Arquivos das Palestras.

Por Davi Marco Lyra Leite

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ANEEL

7, Outubro, 2011 Nenhum comentário

A última palestra do auditório do ENE foi ministrada pelo Dr. Leonardo Queiroz da ANEEL, versando sobre o tema: “Perdas Técnicas na Distribuição de Energia Elétrica”.

Inicialmente, o Dr. Leonardo descreveu os tipos de perdas de energia elétrica: Perda Técnica e Não-Técnica. E descreveu cada um deles, focando, inicialmente, nas Perdas Não Técnicas que são resultados de:

  • Desvios de medição (geração e consumo);
  • Faturamento por estimativa (iluminação pública, ligaçãoo provisória);
  • Faturamento mínimo;
  • Furto;Fraude.

Em seguida, ele apresentou a história da distribuição de energia elétrica que é discutida desde meados de 1876. Citou Kelvin e sua lei, ‘o princípio da condutividade econômica‘. Ressaltou que a perda deve ser adequada e não reduzida a zero e que a otimização das perdas não técnicas está sendo discutida no mundo atualmente.

O palestrante mostrou o ‘cálculo’ de perdas técnicas que depende do modelo de linha, das perdas diversas (conexões, emendas, equipamentos), da resistência dos condutores e de outras variáveis. Além disso, apresentou o ‘fluxo de carga probabilístico’, uma ferramenta de cálculo que agrega bastante informação ao cálculo e evita custos desnecessários.

Dr. Leonardo Queiroz da ANEEL durante a palestra no auditório do ENE (foto Raíssa Kapiski)

Também mostrou modelos aproximados para a estimação de perdas, que tornam o cálculo mais simples, e apresentou funções de perdas através de ‘redes representativas’. Em seguida, ele apresentou os paradigmas de perdas de potência:

  • Perda para a demanda máxima / fator de perdas;
  • Perda para a demanda média / coeficiente de perdas;

Citou a regulação das perdas e as legislações relacionadas à rede básica (rateio da perda entre consumidor e gerador) e ao sistema de distribuição (a distribuidora arca com as perdas). Posteriormente mostrou uma tabela com os fatores de perdas percentuais no Brasil nos últimos meses.

Citou o ranking entre as empresas de distribuição em relação a complexidade e as perdas, e mostrou a visão geral das perdas das empresas. Além disso, apresentou os valores de perdas em vários outros países, em que foi possível ver como na Áustria, na Finlândia e na Suécia existem menores índices de perdas.

No final, apresentou perpectivas futuras de trabalho nessa área:

  • Avaliação da eficiência nas distribuidoras;
  • Relação com ‘investimentos imprudentes’;

Por Fadhil Firyaguna

Colaboração Davi Marco Lyra Leite

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VANETs

7, Outubro, 2011 Nenhum comentário

Ministrada pelo professor Alexey Vaneel, do Saint-Petersburg Institute for Informatics and Automation Russian Academy of Sciences, a conferência tratou sobre: “Mathematical Models of Vehicle-to-Vehicle Communication Protocol”. Ela foi a segunda palestra da quinta-feira no auditório do ENE.

O professor apresentou os problemas de segurança das estradas e a motivação do desafio de implementar redes entre veículos para comunicação e monitoramento a fim de reduzir acidentes e melhorar a qualidade do tráfego. Em seguida, ele mostrou as aplicações em VANET relacionadas à segurança na comunicação veículo a veículo:

  • Mensagens curtas de status em broadcast periódico para avisar a presença do carro;
  • Disseminação de informações críticas (acidentes, emergências).

Ele ainda citou que a comunicação deve ser rápida e confiável para atingir os objetivos propostos ao sistema.

Todavia, o palestrante lembrou que o teste dos protocolos ainda é inviável e perigoso se for feito usando veículos reais em situações reias (ruas movimentadas e mantendo os padrões de velociada). Desse modo, a tecnologia requer o uso de simulações para ser verificada, entretando os resultados dos testes computacionais são difíceis de validar devido a complexidade dos blocos (aplicação, mobilidade, comunicação) e a sua mútua influência. Com isso, foram desenvolvido modelos analíticos que permitem avaliar limites teóricos do desempenho das métricas da VANET.

Professor Alexey Vaneel no auditório ENE (foto Raíssa Kapiski)

Ele ainda exemplificou a avaliação de desempenho da operação do protocolo multi-canal WAVE IEEE 802.11p e do sistema de Proteção de Usuários Vulneráveis (Pedestres), além de apresentar os desafios em projetar o sistema de proteção cooperativo.

Por fim, o palestrante apresentou a proposta para o esquema de controle de múltiplo acesso, exemplificou os limites teóricos de atraso nas estratégias de disseminação e mostrou a abordagem analítica.

Por Fadhil Firyaguna

Colaboração Davi Marco Lyra Leite

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Internet of Things

7, Outubro, 2011 Nenhum comentário

Primeira conferência do dia no auditório do ENE, ela foi proferida pelo Prof. Yevgeni Koucheryavy, do Departamento de Engenharia de Comunicações da Universidade de Tecnologia de Tampere, Finlândia.

O professor introduziu a palestra falando da Finlândia, em que existe uma vila chamada Nokia e a empresa que surgiu nesta vila faz soluções em ciência e tecnologia e pneus de neve.

O desafio da palestra foi promover uma visão geral das tendências do futuro da Internet trazidas para a arena da pesquisa. O Internet of Things vem como um novo paradigma de rede, conectando todos os dispositivos, para tanto, um avanço na pesquisa interdiciplinar é necessário (robótica, biologia, física, química). Além disso, estamos encarando uma nova revolução tecnológica.

Citou a Internet em ‘Nano-things’, que “não é um blefe, está vindo”. Em seguida, apresentou as tendências da Internet de hoje em dia, falando do tráfego entre máquinas (M2M – machine to machine) que está aumentando e do tráfego entre humanos e máquinas (H2M – human to machine), que representa uma pequena parcela do tráfego total.

Posteriormente, apresentou os desafios futuros da Internet:

  • Na indústria da Saúde, com cirúsrgia robótica, assistência médica em tempo real, telemedicina;
  • No governo e nas cidades, nas questões de otimização do consumo de energia, no controle do tráfego;
  • Na indústria automotiva;
  • No Smart Living (web 3.0).

Falou dados da WWRF, que prevê que terão 7 trilhões de dispositivos sem-fio servindo 7 bilhões de pessoas em 2020 (mil por pessoa). Os tipos de dispositivos serão sensores corporais, aparelhos domésticos, dispositivos automotivos, sensores urbanos, entre outros. Além disso, apresentou um gráfico da quantidade de elementos na Internet por tempo, em que inicialmente a Internet conectava lugares, depois pessoas e posteriormente coisas.

Professor Dr. Yevgeni Koucheryavy durante a palestra no auditório do ENE (foto Raíssa Kapiski)

Assim, o palestrante pode apresentar uma definição curta de Internet of Things: “A dynamic global network and service infrastructure of variable density and connectivity enabling services by interconnecting things“.

A partir desse linha de pesquisa, surgiram visões governamentais sobre o tema, sengundo as quais vários países perceberam a importância da IoT na recuperação da saúde financeira. Além disso, segundo as visões acadêmicas: IoT é uma direção importante para pesquisas e projetos, com vários investimentos na Europa, China, e IoT pode trazer grandes impactos sociais.

Enfatizou o ponto de vista finlandês e descreveu o projeto em desenvolvimento. IoT combina redes-sem fio de baixo consumo e Internet, área em que a Finlândia é pioneira. Em 2017 a indústria ICT finlandesa será reconhecida líder no domínio da IoT. Ele ainda apresentou os pontos fortes (comunicação sem fio, sensores e Internet, padronização) e a estratégia a ser utilizada (unificar técnica e aplicação, rápida prototipagem, APIs e interfaces abertas).

Por fim, ele comentou que a autonomia das coisas não prejudicará os humanos.

Por Fadhil Firyaguna

Colaboração Davi Marco Lyra Leite

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DAAD

6, Outubro, 2011 Nenhum comentário

A palestra do DAAD, o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico, foi ministrada pelo Dr. Martin Gegner – coordenador do escritório do DAAD em São Paulo – e encerrou as atividades do dia no auditório da FT. O seu tema foi: “Estudar e pesquisar na Alemanha”.

O palestrante iniciou a plaestra motivando os alunos acerca de estudar na Alemanha, ressaltando os aspectos culturais, econômicos e tecnológicos do país, além de falar sobre as bolsas que podem ser oferecidas e mais especificamente sobre o que é o DAAD. Ele explicou que o órgão atua em todas as áreas e em todas as universidades alemãs que tem progrmas intecãmbio, fornecendo bolsas para alemães e estrangeiros, incentivando a internacionalização das Intituições de Ensino Superior alemãs, apoiando estudos germanísticos e o ensino da língua alemã a nível internacional, realizando cooperação com países em desenvolvimento. Além disso, ele mostrou a rede mundial do DAAD e comentou sobre o centro de informação instalado em São Paulo (escritório regional).

Ele falou sobre a atuação do DAAD no Brasil, fornecendo bolsas para estudantes e pesquisadores, promovendo apoio a cooperação universitária, fomentando projetos bilaterais de pesquisa e apoiando departamentos de Germanísitca. Além disso, o Serviço atua dando apoio a professores visitantes alemães em universidades brasileiras, fomentando a criação de redes de ex-bolsistas e realizando informação e divulgação de orportunidades de estudos na Alemanha. Sendo que o Brasil é o país que recebe o maior número de bolsas concedidas a estudantes latino-americanos.

Dr. Martin Gegner do DAAD (foto Raíssa Kapiski)

Explicando sobre o modelo alemão de ensino, ele comentou que “um bom professor também precisa pesquisar, os alunos devem participar na pesquisa do professor“, além disso, o modelo germânico tem como objetivos atrelar tradição e modernidade, teoria e prática. Desse modo, são estabelecidos vínculos das universidades com as indústrias e empresas, tanto nos campos mais técnicos, como em áreas de conhecimento mais geral.

Ele ainda apresentou outras vantagens de se estudar e viver na Alemanha:

  • ela é localizada no centro da Europa;
  • o estudante tem livre transito em todos os países – pelo tratado de Schengen;
  • o país apresenta paisagens fascinantes, de castelos e litoral até os alpes;
  • o seu idioma é o mais falado na Europa;
  • é um país com cerca de 82 milhões de habitantes, sendo 10% de estrangeiros;
  • no ambiente universitário há: oferta de lazer, de atividades culturais e esportivas, vida social intensa, ambiente internacional multicultural, além da formação de rede vitalícia de contatos.

Ele ainda falou da feira de pós graduação na Europa, a ser realizada esse ano em São Paulo: www.euro-pos.com.br.

Em seguida, entrando no aspecto monetário, ele ressaltou como é barato estudar no país, pois pagam-se apenas 150 euros por semestre para realizar a matrícula e os cursos de mater e doutorado são gratuitos nas universidades públicas. Além disso, há um baixo custo de vida:

  • seguro saúde: varia entre 50 a 60 euros mensais;
  • todas as universidades apresentam refeitório (mensa);
  • os alunos tem desconto em atividades culturais;
  • há um apoio a moradia mensal entre 250 e 300 euros;
  • dessa forma, custo de vida médio fica entre 550 e 850 euros.

Outras vantagens são o ensino superior de qualidade reconhecida a nível internacional, além de ampla rede de pesquisa formada por empresas e universidades, com oportunidades de trabalho e desenvolvimento pessoal, acadêmico e cultural.

Além dos estudos de pós-graduação, também existe a oportunidade de cursos de verão (realizados no verão europeu, entre maio e agosto) que são cursos de extensão para graduandos, pós-graduandos e pesquisadores em todas as áreas do conhecimento, nas mais diversas universidades. Para saber mais, basta acessar: www.summerschools-in-germany.de, sendo que as aulas podem ser em inglês ou alemão, dependendo do local.

Por fim, ele falou dos programas de bolsas como o Ciência sem Fronteiras que visa dar 75 mil bolsas para estudos e pesquisas no exterior (2011 a 2014), sendo 10 mil bolsas rumo à Alemanha. Além dele, há o UNIBRAL que é semelhante ao Brafitec, mas para a Alemanha. Outra oportunidade são os curso de inverno de alemão, em que se atrela o idioma e a cultura, sendo alguns financiados pelo DAAD.

Além disso, há oportunidades de bolsas para pós-graduação em programas destinados países em desenvolvimento, o programa  PROBRAL de doutorado integral ou sanduíche no país tedesco e programas de curtas estadas de pesquisa de doutorandos, que apresentam fluxo contínuo – ou seja, é possível aplicar durante todo o ano e ir em qualquer período que seja combinado entre as universidades.

Para mais informações, o Dr. Martin disse que os alunos podem contatar o DAAD e pesquisar no site: http://www.daad.org.br/.

Por Davi Marco Lyra Leite

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ABB

6, Outubro, 2011 Nenhum comentário

A última palestra do dia no auditório do ENE foi sobre “Monitores de Arcos Elétricos”, ministrada no auditório do ENE pelo Engenheiro Diogo Santos da ABB.

Inicialmente, ele apresentou um vídeo de um acidente com arcos elétricos. Ressaltando o perigo que podem gerar devido às explosões que causam. Desse modo, são elementos a se tomar cuidado extremo e tentar evitar ao máximo que aconteçam.

Em seguida, o palestrante mostrou o produto de proteção e monitoração de arco: o TVOC-2, apresentando dois vídeos comparando acidentes com arco elétrico com e sem o sistema de monitoração deixando claro a diferença na gravidade do acidente.

Engenheiro Diogo Santos da ABB, durante a palestra no auditório do ENE (foto Raíssa Kapiski)

Ele falou das causas principais de acidades com arcos elétricos, como erros humanos, falhas mecâncicas, conexões ruins, poluição, animais e explicou como funciona o sistema de proteção e monitoração de arcos:

  • Arco detectado pelo sensor (de iluminação geralmente);
  • Manda o disjuntor abrir;
  • Disjuntor desarmado.

Em seguida, abordou as razões para investir no monitor do arco, ressaltando que ele pode:

  • Salvar vidas;
  • Salvar equipamentos;
  • Minimizar tempo de parada;
  • Aumentar a vida útil do equipamento;
  • Ou seja, economizar dinheiro.

Exemplificou uma instalação do sistema no painel mostrando as posições dos sensores. Além de exemplificar onde o sistema pode ser utilizado como em navios, indústrias, usinas e apresentar as características de um sistema TVOC-2 que ele demonstrou ser confiável, flexível e simples.

Além disso, realizou uma demostração ao vivo com um equipamento na bancada e simulando o arco com o flash fotográfico, o qual ativava o sistema.

Por fim, mostrou um vídeo de um painel instalado na ABB, testando o sistema fazendo um curto-circuito ao se injetar uma corrente de 40 kA. Nesse vídeo, era feita a comparação mostrando os resultados primero sem o monitor de arcos e depois com ele. Como resultados, na primeira demostração houve uma explosão forte e na segunda apenas a tampa se levantava. Ao se analisar o interior do painel, no primeiro caso, ele ficou compeltamente queimado, enquanto no segundo apareceu apenas uma pequena mancha preta no local do curto-circuito.

Finalizando, passou uma previsão de custo de um sistema com algumas especificações comuns: R$ 15mil.

Por Fadhil Firyaguna

Colaboração Davi Marco Lyra Leite

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